Consequências do Vaticano II
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
A grande falha moral no Vaticano II - Parte III
Os Bispos quebraram seus
juramentos contra o modernismo
Considerando a flagrante negação do Magistério anterior feita pelos Bispos no Concílio, como visto nos artigos anteriores (aqui e
aqui), em que devemos acreditar?
Devemos acreditar que aqueles que votaram a favor dos documentos do “contra-syllabus” do Vaticano II, que visavam “corrigir” os pronunciamentos dos Papas Pio IX e São Pio X (e presumivelmente também os de Gregório XVI, Leão XIII, Pio XI e Pio XII), violaram o juramento contra o modernismo que haviam feito? Devemos acreditar que se esqueceram do juramento?
Em qualquer caso – e este é o grande defeito moral do Concílio Vaticano II – não é possível aceitar que os participantes do Vaticano II estivessem cooperando com o Espírito Santo quando adotaram medidas incompatíveis com o juramento contra o modernismo - juramento que todos haviam feito.
Este fato, se aceito, lança sérias dúvidas tanto sobre o chamado “espírito do Vaticano II” quanto sobre a própria legitimidade de todos os documentos do “contra-syllabus” do Concílio – documentos que, segundo o Papa Bento XVI, visavam “corrigir” ou “contrariar” ensinamentos que todos os participantes do Vaticano II estavam obrigados a defender sob juramento.
Para que não sejamos tentados a sugerir que as condenações de Pio IX e São Pio X ao Liberalismo e ao Modernismo se dirigiam apenas a um obscuro conjunto de crenças de alguns teólogos ultraliberais daquela época, lembremo-nos da identificação do Modernismo feita por São Pio X como “a síntese de todas as heresias.” (1)
Além disso, uma admoestação mais contemporânea, proferida por Paulo VI sobre o Modernismo, lembra-nos que este “é a revolução mais perigosa que a Igreja já teve de enfrentar, e ainda a açoita severamente.” (2) Paulo VI prosseguiu identificando o Modernismo que “ainda” açoita severamente a Igreja, descrevendo-o implicitamente quando o caracterizou como uma “revolução” dentro da Igreja: “Esta revolução é um processo de autodestruição e visa conduzir a Igreja ao fim do caminho da perdição.”
A trindade de pais responsáveis pela perversão conhecida como Modernismo é: 1. Seu ancestral religioso, a Reforma Protestante; 2. Sua origem filosófica, o Iluminismo; 3. Sua linhagem política, que vem da Revolução Francesa. (3)
Além disso, se formos julgar pelos frutos do Vaticano II, em que devemos acreditar? Temos a própria avaliação de Paulo VI sobre as consequências do Concílio:
“Esperávamos um florescimento, uma expansão serena de conceitos que amadureceram nas grandes sessões do Concílio. [...] [Em vez disso,] é como se a Igreja estivesse se destruindo. (4)
“Temos a impressão de que, por algumas frestas na parede, a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus: [...] dúvida, incerteza, questionamento, insatisfação, confronto [...] Pensávamos que, após o Concílio, um dia de sol teria amanhecido para a história da Igreja. O que amanheceu, em vez disso, foi um dia de nuvens e tempestades, de trevas, de buscas e incertezas.” (5)
As nuvens, as tempestades, a escuridão, a busca, as incertezas – quem pode dizer que elas não estão ainda presentes hoje, mais de cinco décadas após o encerramento do Vaticano II? Se a própria Igreja deve julgar o Concílio pelos seus frutos, não deveria ela atentar para a exortação de Nosso Senhor dada no final do Sermão da Montanha: “Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.” (Mt 7,19-20)
Chega-se à conclusão de que a causa desse desastre descrito foi a decisão de “contrariar” ou “corrigir” os ensinamentos que os prelados do Concílio estavam obrigados a defender sob juramento. Não é de se admirar que, após um Concílio que abandonou o juramento, pareça que a fumaça de Satanás tenha entrado no Templo de Deus.
Se é verdade – como disse Paulo VI – que a fumaça de Satanás entrou no Templo de Deus, e se é verdade que a fumaça de Satanás se infiltrou no Vaticano II com o abandono do juramento contra o modernismo, então já é hora de varrer essa fumaça. Agora é o momento para mentes superiores, sem outra agenda senão a adesão às verdades eternas da Fé Católica, expurgarem o demônio e restaurarem essa Fé.
Foi novamente Paulo VI, o próprio Papa que presidiu a adoção dos documentos do Concílio, contaminados pelo juramento, e iniciou o processo de implementação de seus ditames, quem expressou o veredicto final sobre o assunto pouco antes de sua morte. Estas foram as suas palavras:
“A cauda do Diabo está atuando na desintegração do mundo católico. As trevas de Satanás entraram e se espalharam por toda a Igreja Católica, até mesmo em seu ápice. A apostasia, a perda da fé, está se espalhando pelo mundo e atingindo os mais altos escalões da Igreja.” (6)
Paulo VI estava apenas “cantando Dixie”? Ou estaria ele, em seus últimos dias, admitindo algo importante?
Está se tornando impossível negar que a árvore que deu os frutos dessa violação do juramento contra o modernismo é o próprio Vaticano II. Simplesmente não é possível afirmar que o Espírito Santo de alguma forma supervisionou e tolerou a violação de um juramento feito a Deus.
Não se pode deixar de recordar as palavras do Cardeal Ratzinger:
“Nem todos os concílios válidos na história da Igreja foram frutíferos; em última análise, muitos deles foram apenas uma perda de tempo” e “A última palavra sobre o valor histórico do Concílio Vaticano II ainda não foi dita.” (7)
O próprio Jesus nos disse o que deve ser feito, em termos inequívocos, sobre as árvores infrutíferas e presumivelmente, sobre os concílios infrutíferos: “Toda árvore que não produz bom fruto será cortada e lançada ao fogo.” (Mt 7,19)
A implicação simples, mas surpreendentemente difícil de aceitar, é que “as nuvens, as tempestades, as trevas” que Paulo VI viu a assolar a Igreja - e que ainda a assolam hoje (exemplificadas e multiplicadas pelos escândalos sexuais outrora impensáveis) - devem continuar até que a Igreja repudie todas as mudanças e inovações provocadas pelo abandono, por parte dos participantes do Concílio, das suas obrigações juramentadas de se oporem ao Modernismo.
“Dada a atualidade do tema deste artigo (21 de março de 2014), TIA do Brasil resolveu republicá-lo - mesmo se alguns dados são antigos - para benefício de nossos leitores.”
Raymond B. Marcin é Professor Emérito de Direito
da Columbus School of Law
da Universidade Católica da América
em Washington, D.C.
Devemos acreditar que aqueles que votaram a favor dos documentos do “contra-syllabus” do Vaticano II, que visavam “corrigir” os pronunciamentos dos Papas Pio IX e São Pio X (e presumivelmente também os de Gregório XVI, Leão XIII, Pio XI e Pio XII), violaram o juramento contra o modernismo que haviam feito? Devemos acreditar que se esqueceram do juramento?
Cada Bispo no Concílio Vaticano II havia feito o juramento contra o modernismo; e todos o quebraram
Este fato, se aceito, lança sérias dúvidas tanto sobre o chamado “espírito do Vaticano II” quanto sobre a própria legitimidade de todos os documentos do “contra-syllabus” do Concílio – documentos que, segundo o Papa Bento XVI, visavam “corrigir” ou “contrariar” ensinamentos que todos os participantes do Vaticano II estavam obrigados a defender sob juramento.
Para que não sejamos tentados a sugerir que as condenações de Pio IX e São Pio X ao Liberalismo e ao Modernismo se dirigiam apenas a um obscuro conjunto de crenças de alguns teólogos ultraliberais daquela época, lembremo-nos da identificação do Modernismo feita por São Pio X como “a síntese de todas as heresias.” (1)
Além disso, uma admoestação mais contemporânea, proferida por Paulo VI sobre o Modernismo, lembra-nos que este “é a revolução mais perigosa que a Igreja já teve de enfrentar, e ainda a açoita severamente.” (2) Paulo VI prosseguiu identificando o Modernismo que “ainda” açoita severamente a Igreja, descrevendo-o implicitamente quando o caracterizou como uma “revolução” dentro da Igreja: “Esta revolução é um processo de autodestruição e visa conduzir a Igreja ao fim do caminho da perdição.”
A trindade de pais responsáveis pela perversão conhecida como Modernismo é: 1. Seu ancestral religioso, a Reforma Protestante; 2. Sua origem filosófica, o Iluminismo; 3. Sua linhagem política, que vem da Revolução Francesa. (3)
O que Paulo VI poderia esperar para a Igreja de um Concílio de perjuros, senão a fumaça de Satanás?

“Esperávamos um florescimento, uma expansão serena de conceitos que amadureceram nas grandes sessões do Concílio. [...] [Em vez disso,] é como se a Igreja estivesse se destruindo. (4)
“Temos a impressão de que, por algumas frestas na parede, a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus: [...] dúvida, incerteza, questionamento, insatisfação, confronto [...] Pensávamos que, após o Concílio, um dia de sol teria amanhecido para a história da Igreja. O que amanheceu, em vez disso, foi um dia de nuvens e tempestades, de trevas, de buscas e incertezas.” (5)
As nuvens, as tempestades, a escuridão, a busca, as incertezas – quem pode dizer que elas não estão ainda presentes hoje, mais de cinco décadas após o encerramento do Vaticano II? Se a própria Igreja deve julgar o Concílio pelos seus frutos, não deveria ela atentar para a exortação de Nosso Senhor dada no final do Sermão da Montanha: “Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.” (Mt 7,19-20)
Chega-se à conclusão de que a causa desse desastre descrito foi a decisão de “contrariar” ou “corrigir” os ensinamentos que os prelados do Concílio estavam obrigados a defender sob juramento. Não é de se admirar que, após um Concílio que abandonou o juramento, pareça que a fumaça de Satanás tenha entrado no Templo de Deus.
Se é verdade – como disse Paulo VI – que a fumaça de Satanás entrou no Templo de Deus, e se é verdade que a fumaça de Satanás se infiltrou no Vaticano II com o abandono do juramento contra o modernismo, então já é hora de varrer essa fumaça. Agora é o momento para mentes superiores, sem outra agenda senão a adesão às verdades eternas da Fé Católica, expurgarem o demônio e restaurarem essa Fé.
Foi novamente Paulo VI, o próprio Papa que presidiu a adoção dos documentos do Concílio, contaminados pelo juramento, e iniciou o processo de implementação de seus ditames, quem expressou o veredicto final sobre o assunto pouco antes de sua morte. Estas foram as suas palavras:
“A cauda do Diabo está atuando na desintegração do mundo católico. As trevas de Satanás entraram e se espalharam por toda a Igreja Católica, até mesmo em seu ápice. A apostasia, a perda da fé, está se espalhando pelo mundo e atingindo os mais altos escalões da Igreja.” (6)
Paulo VI estava apenas “cantando Dixie”? Ou estaria ele, em seus últimos dias, admitindo algo importante?
Está se tornando impossível negar que a árvore que deu os frutos dessa violação do juramento contra o modernismo é o próprio Vaticano II. Simplesmente não é possível afirmar que o Espírito Santo de alguma forma supervisionou e tolerou a violação de um juramento feito a Deus.
Não se pode deixar de recordar as palavras do Cardeal Ratzinger:
“Nem todos os concílios válidos na história da Igreja foram frutíferos; em última análise, muitos deles foram apenas uma perda de tempo” e “A última palavra sobre o valor histórico do Concílio Vaticano II ainda não foi dita.” (7)
O próprio Jesus nos disse o que deve ser feito, em termos inequívocos, sobre as árvores infrutíferas e presumivelmente, sobre os concílios infrutíferos: “Toda árvore que não produz bom fruto será cortada e lançada ao fogo.” (Mt 7,19)
A implicação simples, mas surpreendentemente difícil de aceitar, é que “as nuvens, as tempestades, as trevas” que Paulo VI viu a assolar a Igreja - e que ainda a assolam hoje (exemplificadas e multiplicadas pelos escândalos sexuais outrora impensáveis) - devem continuar até que a Igreja repudie todas as mudanças e inovações provocadas pelo abandono, por parte dos participantes do Concílio, das suas obrigações juramentadas de se oporem ao Modernismo.
“Dada a atualidade do tema deste artigo (21 de março de 2014), TIA do Brasil resolveu republicá-lo - mesmo se alguns dados são antigos - para benefício de nossos leitores.”
da Columbus School of Law
da Universidade Católica da América
em Washington, D.C.
- São Pio X, Pascendi Dominici Gregis (Sobre o Modernismo), 1907, par. 39 (ênfase adicionada).
- Apud Ted e Maureen Flynn, O Trovão da Justiça 222 (1993) (ênfase adicionada). Para uma análise da heresia do Modernismo, veja Raymond B. Marcin, “A Heresia do Modernismo,” The Latin Mass: The Journal of Catholic Culture and Tradition, Primavera de 2006, p. 36.
- Apud Ted and Maureen Flynn, O Trovão da Justiça 222 (1993).
- Paulo VI, Discurso ao Lombard College, 7 de dezembro de 1968.
- Paulo VI, Discurso por ocasião do nono aniversário de seu pontificado, 29 de junho de 1972.
- Paulo VI, Discurso sobre o sexagésimo aniversário das Aparições de Fátima, 13 de outubro de 1977 (ênfase adicionada).
- Joseph Ratzinger, Princípios da Teologia Católica: Pedras de Construção para uma Teologia Fundamental, (São Francisco: Ignatius Press 1987), p. 378.
Postado em 18 de março de 2026



















